Como diria um grande ACABADO, ACABADO é uma forma de estar na vida! ... que conduz ao sucesso ... dos outros! E não é qualquer um que se pode gabar de estar ACABADO! Tal nã é a siguêra...!!!!
sábado, junho 21, 2008
O Artista!!!
Nem só de fenómenos esotéricos vive a Gardunha e seus arredores. Desde há uns anos a esta parte, outro fenómeno tem feito furor na cena musical com as suas letras bairristas e irreverentes, cantando com uma alma que lhe granjeou o epíteto de "Bob Dylan português".Acumulando funções de presidente da direcção da C.L.I.T.O. (Confederação Lusitana de Interesses e Tradições de Origem), Jerónimo ponderou recentemente candidatar-se à Presidência acabando por não o fazer devido a obstáculos inultrapassáveis. Do rol das suas promessas faziam parte a convicção de "declarar a independência da Lusitânia da Serra da Estrela até Mérida no seu todo monocontinental e indivisível" pretendendo ainda dotar a Beira Baixa de "um braço de mar" e terminando com a firme promessa de "largar uma bomba atómica em Lisboa".
De volta ao artista, Jerónimo e os Cro-Magnon (o grupo que o acompanha sempre, recheado de artistas notáveis) foram estrelas de uma actuação notável a todos os títulos no último Festival Rock In Vale (d'Urso) em Agosto último. Durante 2h uma plateia entusiasta que vibrou intensamente foi brindada com sucessos inesquecíveis como "Dias de chuva com granito calibre #3 e #5", "Tasca da Estação", "Balada do Trolha", "Apanhar o grelo" e "Auto-route de Burgos".
É aliás com a letra de "Auto-route de Burgos", uma música que homenageia o emigrante que há em cada um de nós, que termino este post prestando aqui uma justa homenagem a Jerónimo o artista com a Beira Baixa na alma e a alma na voz e o coração na voz da alma.
AUTO-ROUTE DE BURGOS
Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route
Vinha eu na auto-route,
Vinha eu e ma famile.
Vinha eu tout tranquile
No meu nouveau automobile
Que me custou 50 mil balas
Lá no meu apartement.
Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route
Bem, la vinha eu na auto-route de Burgos
Quatre-vingt dix noventa auto-route a fora toute la vitesse.
Vinha eu, um algeriano, um marrocano e cinco arábes
Quando de repente à côté d'auto-route havia uma casa tipo maison
Com fenêtres p'rá frente, janelas p'ra trás
E um placard à côté que dizia "restaurant".
Entrei no restaurant
Disse "Garçon, uma bièrre p'ra moi,
Outra bièrre p'ró outro moi
Que está à côté de moi".
E outro moi disse "Garçon,
Outra bièrre p'ró outro moi à côté de moi".
E o outro moi disse "Oh, se tu veux,
Eu também veux".
Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route
Bem, saímos do restaurant complétement îvre.
Prendi a auto-route quatre-vingt dix noventa, auto-route a fora toute la vitesse,
Quando de repente um auto-bus, moitié dentro, moitié fora da auto-route...
Oh que grande accident...
Parti uma jambe
Fui parar à l'hopital
Foi então que chegou o médecin
Disse "Monsieur, só tem uma solution,
Ou vai p'ró chômage,
Ou vai p'rá retraite,
Ou então vai lá p'ró vale
Das batatas no seu Portugal".
Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route
Bem, lá fui eu p'ró vale das batatas no meu Portugal
Prendi uma semaine de vacances e fui até à la plage.
Lá estava eu au bord de la mer, avec ma mére, quando a minha mére disse:
"Oh Michel, Michel! Rien, rien!" E eu comecei a rienar.
Lá estava eu no meio de la plage a rienar tout-a-fait
Quando de repente me começou a faltar o air conditioned
E eu estava a ir au fond...
E a minha mére da outra côté de la plage gritava
"Oh Michel, Michel! Qu'est-ce que se passe?"
E eu disse "Oh, non se passe nage, non se passe nage. Só estou a rienar".
Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route
in Blog do Katano
Jerónimo & Cro-Magnon têm no seu site as músicas, vale a pena ouvir! Principalmente a Balada do Trolha que só me faz lembrar o Raboca-Quintais. Para ouvir clica AQUI
sexta-feira, junho 20, 2008
De olhos bem fechados....
ASAE - Sr. Scolari, há quanto tempo tem aqui este frango?
Mais dia, menos dia, o Ricardo é apreendido pela ASAE

Mais dia, menos dia, o Ricardo é apreendido pela ASAE

quinta-feira, junho 19, 2008
terça-feira, junho 17, 2008
Acabado valente ou cobarde?
Poema De WC
Neste lugar solitário
toda a vaidade se acaba
todo o cobarde faz força
todo o valente se caga
Obrar é a lei do mundo
cagar a lei do universo
e foi assim cagando
que eu fiz este verso!
Sentado na cagadeira
sinto uma emoçao profunda
a bosta bate na água
e a água bate na bunda
Porque mijas fora
se no entanto cagas dentro?
Ou porque tens o pau torto,
ou o cu fora do centro!
Luiz Vaz de Camões em:"Poemas De Merda"
quarta-feira, junho 11, 2008
Auto retratamento de um acabado!
O virus do acabado alastra-se!!!
terça-feira, junho 10, 2008
segunda-feira, junho 09, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
quinta-feira, junho 05, 2008
Bocage
E na continuação da rubrica iniciada anteriormente vou colocar hoje no nosso glorioso blogue dois poemas de Bocage que por sim só são um tributo à libertinagem de que Bocage era adepto fervoroso, sendo também esses poemas uma critica mordaz às pudicidades hipócritas da altura.
[SONETO DA DONZELA ANSIOSA]
Arreitada donzela em fofo leito,
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras sutis pachacho estreito:
De louro pêlo um círculo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branca crica, nacarada e lisa,
Em pingos verte alvo licor desfeito:
A voraz porra as guelras encrespando
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrados:
Como é inda boçal, perde os sentidos:
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que vêm a ser fodidos.
[SONETO DO PREGADOR PECADOR]
Bojudo fradalhão de larga venta,
Abismo imundo de tabaco esturro,
Doutor na asneira, na ciência burro,
Com barba hirsuta, que no peito assenta:
No púlpito um domingo se apresenta;
Prega nas grades espantoso murro;
E acalmado do povo o grão sussurro
O dique das asneiras arrebenta.
Quatro putas mofavam de seus brados,
Não querendo que gritasse contra as modas [qu'rendo]
Um pecador dos mais desaforados:
"Não (diz uma) tu, padre, não me engodas:
Sempre me há de lembrar por meus pecados
A noite, em que me deste nove fodas!"
[SONETO DA DONZELA ANSIOSA]
Arreitada donzela em fofo leito,
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras sutis pachacho estreito:
De louro pêlo um círculo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branca crica, nacarada e lisa,
Em pingos verte alvo licor desfeito:
A voraz porra as guelras encrespando
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrados:
Como é inda boçal, perde os sentidos:
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que vêm a ser fodidos.
[SONETO DO PREGADOR PECADOR]
Bojudo fradalhão de larga venta,
Abismo imundo de tabaco esturro,
Doutor na asneira, na ciência burro,
Com barba hirsuta, que no peito assenta:
No púlpito um domingo se apresenta;
Prega nas grades espantoso murro;
E acalmado do povo o grão sussurro
O dique das asneiras arrebenta.
Quatro putas mofavam de seus brados,
Não querendo que gritasse contra as modas [qu'rendo]
Um pecador dos mais desaforados:
"Não (diz uma) tu, padre, não me engodas:
Sempre me há de lembrar por meus pecados
A noite, em que me deste nove fodas!"
quarta-feira, junho 04, 2008
Eça de Queirós
Os POLITICOS e as FRALDAS devem de ser mudados frequentemente e pela
mesma razão
mesma razão
Metam mais tabaco
Titulo da Noticia: "Droga/Escolas: Violência e abandono podem estar relacionados com "charros" mais fortes - Manuel Pinto Coelho"
Apelo a todos os alunos deste país para meterem mais tabaco nas ganzas, porque senão é o descalabro total.
Ah e atenção, nada de tri-turbinis!!!
Só com dois pintores de ganza e um cigarrinho inteiro, já vão bem! É preciso racionalizar.
Toda a noticia AQUI in Agência Lusa
Apelo a todos os alunos deste país para meterem mais tabaco nas ganzas, porque senão é o descalabro total.
Ah e atenção, nada de tri-turbinis!!!
Só com dois pintores de ganza e um cigarrinho inteiro, já vão bem! É preciso racionalizar.
Toda a noticia AQUI in Agência Lusa
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Pois é meus amigos, Portugal é sem duvida uma grande máquina de produzir Acabados, muitos deles até já perderam a categoria porque Acabado como alguém disse e muito bem não é qualquer um que se pode gabar de estar. Como é possível? Perguntam vocês, como é que um país tão pequeno pode ter esta inclinação para a acabadice? É fácil, se nós formos olhar bem para a nossa história vamos encontrar ao longo dos quase 900 anos que Portugal tem uma lista infindável de grandes Acabados, alguns deles nem tinham essa percepção porque se calhar ainda não havia o termo no sentido mais acabado da palavra, e como é lógico nós somos o que os nossos antepassados nos deixaram e ensinaram. Nesse grandioso e vastíssimo legado está uma personagem que sempre me despertou bastante curiosidade, não só pela maravilhosa maneira de como viveu como Acabado mas também pelo orgulho que ele tinha em se afirmar como tal, bem patente nos seus magníficos poemas, essa personagem é, o grande, Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, por isso decidi hoje começar uma rubrica dedicada a Bocage aqui no nosso esplendoroso blogue com o objectivo de levar a todos os Acabados um pouco do seu génio e grandiosa sabedoria, como devem calcular ou já ouvido falar a escrita de Bocage é muito carregada em baixo calão não deixando por isso de ser bela e bastante verdadeira podendo até por vezes ser aplicada aos dias que correm, não quero por isso ferir susceptibilidades, afinal de contas o calão mesmo sendo baixo faz parte do vocabulário da nossa língua que ficaria bastante mais pobre se essas palavras não existissem, calão esse que até está a ser cada vez mais utilizado em programas televisivos em horário nobre, Big Brother por exemplo, onde toda a gente utilizava o calão da chamada categoria mais baixa e que famílias inteiras se divertiam à grande e aprendiam principalmente os mais pequenos a pronunciar correctamente o calão. Hoje vou-vos deixar dois poemas que me agradam particularmente pela forma como Bocage fala dele própio. Um grande bem-haja a toda a comunidade acabada.
[SONETO DO EPITÁFIO]
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
[AUTO-RETRATO]
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno:
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura,
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno:
Devoto incensador de mil deidades,
(Digo de moças mil) num só momento
Inimigo de hipócritas, e frades:
Eis Bocage, em quem luz algum talento:
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia, em que se achou cagando ao vento.
[SONETO DO EPITÁFIO]
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
[AUTO-RETRATO]
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno:
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura,
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno:
Devoto incensador de mil deidades,
(Digo de moças mil) num só momento
Inimigo de hipócritas, e frades:
Eis Bocage, em quem luz algum talento:
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia, em que se achou cagando ao vento.
domingo, junho 01, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
Mundo Louco
Acontece que um malucanas de primeira apanha, foi condenado pela terceira vez por conduzir bêbado e sem carta. Até aqui nada de novo, não conhecessemos nós o Makinen e o Farrajota. O que há de acabado nisto, é que o malucanas é cego e quem lhe ia a indicar o caminho era um amigo seu, que não só era o dono do carro como também ia podre de bêbado. Moral da história: O dono do carro confia mais num cego bêbado, do que nele próprio. Além de acabado, é grande judeu!
in lusa
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